Teste MSM-DRT — Rastreio de Depressão Resistente ao Tratamento
Rastreio educativo · 10 perguntas · 2-3 min · Não substitui avaliação médica.
Sobre o MSM-DRT
Rastreio de refratariedade em depressão adaptado do Maudsley Staging Method (MSM · Fekadu et al., J Clin Psychiatry 2009), instrumento validado para graduar resistência ao tratamento. Este é um rastreio educacional em formato Sim/Não — não substitui avaliação psiquiátrica presencial. Se você tem histórico de múltiplas tentativas de tratamento sem melhora consistente, este resultado ajuda a organizar a próxima conversa com seu médico.
Resumo do teste
Referências acadêmicas
Como funciona
Responda com base no episódio depressivo ATUAL (não somando episódios anteriores separados). Se não tem certeza sobre alguma resposta, marque a que melhor descreve. O resultado é rastreio orientativo, não diagnóstico.
Para cada pergunta você marca uma das seguintes opções: Não / Não se aplica (0 pontos), Sim (1 ponto).
Perguntas do teste
- Pergunta 1. Meu episódio depressivo atual dura mais de 12 meses (não é episódio recente)
- Pergunta 2. Meu episódio depressivo dura mais de 24 meses (quadro crônico)
- Pergunta 3. Meus sintomas atuais afetam meu trabalho, estudos ou relacionamentos importantes
- Pergunta 4. Meus sintomas atuais são graves — tenho dificuldade importante em funcionar no dia-a-dia
- Pergunta 5. Tenho ou já tive, neste episódio, sintomas psicóticos (ideias fixas irrealistas, ver ou ouvir coisas que outros não veem)
- Pergunta 6. Já tentei 2 ou mais antidepressivos diferentes por 4 a 6 semanas cada, em dose adequada, sem melhora satisfatória
- Pergunta 7. Já tentei 3 ou mais antidepressivos diferentes (contando somente os que usei em dose e tempo adequados)
- Pergunta 8. Já tentei 4 ou mais antidepressivos diferentes (contando somente os que usei em dose e tempo adequados)
- Pergunta 9. Já usei potencialização (augmentation) — adição de lítio, T3, quetiapina, aripiprazol ou outro antipsicótico atípico ao antidepressivo
- Pergunta 10. Já fiz eletroconvulsoterapia (ECT) em algum momento da vida para depressão
Como o resultado é interpretado
- 0-3 pontos — Refratariedade BAIXA — não caracteriza DRT: Pontuação 0-3 sugere que há linhas de tratamento de primeira/segunda linha ainda não exploradas adequadamente OU episódio ainda recente. Antes de considerar tratamento intervencionista (cetamina IV, EMTr, ECT), o passo típico é: revisar dose atingida em cada antidepressivo, tempo de uso (mínimo 4-6 semanas em dose plena), adesão real, e principalmente re-avaliar diagnóstico (bipolar oculto? TDAH comórbido? hipotireoidismo? deficiências de B12/D/folato?). Avaliação psiquiátrica com revisão do histórico farmacológico completo é o passo indicado.
- 4-6 pontos — Refratariedade MODERADA — DRT provável: Pontuação 4-6 é compatível com Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) — falha a 2+ antidepressivos em dose e tempo adequados (Thase e Rush, 1997). Nesta faixa, avaliação para estratégias intervencionistas passa a ser tecnicamente indicada: augmentation estruturada (lítio, quetiapina, aripiprazol), combinação de antidepressivos, EMTr/rTMS (Nível A CANMAT), ou cetamina IV. A escolha depende de perfil clínico, comorbidades e preferências informadas. Recomendação: avaliação com psiquiatra intervencionista experiente em DRT.
- 7-10 pontos — Refratariedade ALTA — DRT complexidade elevada: Pontuação 7-10 indica alta refratariedade, com múltiplas falhas terapêuticas e frequentemente cronicidade. Este perfil habitualmente é conduzido em serviço de referência em DRT, com discussão multidisciplinar. Estratégias que costumam entrar em consideração: cetamina IV (resposta rápida em casos com ideação suicida ativa), esketamina intranasal (Spravato), EMTr/rTMS em protocolos estendidos ou acelerados (aTMS), ECT em quadros graves. Avaliação psiquiátrica especializada é urgente — quanto mais tempo em quadro depressivo persistente, maior o impacto funcional e o risco cumulativo. Considerar contato para avaliação imediata.
O que este teste NÃO faz
Este é um instrumento de rastreio educativo — não substitui consulta médica e não dá diagnóstico. Diagnóstico psiquiátrico exige avaliação clínica em consulta, revisão de histórico, exame e diagnóstico diferencial — só pode ser feito por médico psiquiatra. Use este resultado como ponto de partida para conversar com um profissional.
Avaliação clínica com Dr. David Sosa
O Dr. David Sosa Dias é psiquiatra com mais de 15 anos de experiência clínica em Botafogo, Rio de Janeiro (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051). Residência IPUB/UFRJ, formação Harvard Medical School (GPM for BPD) e ISST. Nota 5,0 com 400+ avaliações em Doctoralia e Google. Atendimento presencial no Instituto InMind ou por telemedicina para todo o Brasil. WhatsApp: +55 21 99587-8011.
Atendimento com Dr. David Sosa Dias
Médico psiquiatra com registro CRM-RJ 52.86494-3 e RQE 19051, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ e mais de 15 anos de experiência clínica. Atendimento presencial no Instituto InMind, Rua Real Grandeza 108, sala 108 — Botafogo, Rio de Janeiro — e por telemedicina para pacientes em todo o Brasil, conforme diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
Agendamento exclusivamente particular (sem convênios) pelo WhatsApp +55 21 99587-8011, de segunda a sexta, 09h às 19h. Cada caso recebe avaliação diagnóstica detalhada, plano terapêutico individualizado e acompanhamento longitudinal baseado em evidências.
Perguntas Frequentes
O que é considerado Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)?
Definição clássica de Thase e Rush (1997): falha a 2 ou mais antidepressivos de classes farmacológicas diferentes, em dose e tempo adequados (4-6 semanas em dose plena), no episódio depressivo atual. O Maudsley Staging Method (MSM) refina esse critério ao pontuar duração, gravidade e número de falhas terapêuticas.
Preciso realmente ter tentado o antidepressivo em dose plena e tempo suficiente?
Sim. Um erro comum é classificar como resistente uma depressão que na verdade foi subtratada — dose baixa, tempo curto (3-4 semanas em vez de 6-8), ou baixa adesão. Antes de considerar DRT, esses fatores precisam ser excluídos. Isso é frequentemente o que uma reavaliação psiquiátrica revela.
Meu resultado deu ALTA. E agora?
Pontuação alta indica avaliação por psiquiatra experiente em DRT com relativa urgência. Casos nesta faixa costumam ser conduzidos em serviços de referência, com discussão de estratégias intervencionistas (cetamina IV, EMTr, ECT). Se há ideação suicida ativa junto, procure atendimento imediato — CVV 188 (24h) ou pronto-socorro psiquiátrico.
Este teste substitui uma consulta médica?
Não. É rastreio educacional. O diagnóstico e a decisão terapêutica em DRT dependem de anamnese completa, exclusão de comorbidades (bipolar oculto, TDAH, hipotireoidismo, deficiências), revisão detalhada do histórico farmacológico (dose, tempo, adesão) e exame clínico. Este resultado ajuda a organizar a próxima consulta — não a substitui.
MSM funciona em depressão bipolar também?
O MSM foi desenvolvido e validado para Transtorno Depressivo Maior unipolar. Em depressão bipolar, a estadificação e as estratégias terapêuticas seguem lógica própria (estabilizadores de humor, antipsicóticos atípicos, cetamina IV com cautela pelo risco de viragem maníaca). Se você tem histórico de hipomania ou mania, o rastreio adequado é diferente — considere o MDQ.