Teste Borderline Online — MSI-BPD Validado em Português (Dr. David Sosa)
Rastreio educativo · 10 perguntas · 2-3 min · Não substitui avaliação médica.
Sobre o MSI-BPD
O MSI-BPD (McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder) é um instrumento de rastreio desenvolvido por Zanarini e colaboradores no Hospital McLean (Harvard Medical School). As 10 perguntas cobrem os critérios principais do DSM-5-TR para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). A versão em português brasileiro foi adaptada e validada por Castro Silveira e colaboradores (2022), com boas propriedades psicométricas para uso clínico e de pesquisa no Brasil.
Resumo do teste
- Duração: 3 min
- Perguntas: 10
- Instrumento: MSI-BPD (Zanarini et al., 2003)
- Validação: Validado em português brasileiro pelo próprio Dr. David Sosa & Jean Natividade (também por Castro Silveira et al., 2022)
- Para quem: Maiores de 18 anos
- Anônimo: Sim
- Pontuação: 0-10 pontos · Corte ≥7 sugere rastreio positivo (sensibilidade 81%, especificidade 85%)
Sobre o teste e o Transtorno de Personalidade Borderline
O MSI-BPD (McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder, também chamado MSI BPD ou McLean Borderline) é o instrumento de rastreio de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) mais usado clinicamente. O Dr. David Sosa Dias, psiquiatra IPUB/UFRJ (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051), é coautor da adaptação e validação brasileira do MSI-BPD publicada em Trends in Psychiatry and Psychotherapy (Sosa Dias D, Natividade JC. 2024. DOI: 10.47626/2237-6089-2022-0486), com amostra de 1.702 adultos brasileiros. Este teste online reproduz fielmente a versão validada. Desenvolvido por Zanarini e colaboradores no McLean Hospital (Harvard). O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), classificado na CID-11 como 6D11.5 e no DSM-5-TR como F60.3, é caracterizado por padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos, com impulsividade marcante. Afeta cerca de 1-2% da população geral, e até 20% dos pacientes psiquiátricos ambulatoriais. O MSI-BPD (McLean Screening Instrument) foi desenvolvido pela Dra. Mary Zanarini (McLean Hospital / Harvard Medical School) em 2003 como ferramenta breve de rastreio. A adaptação e validação para o português brasileiro foi conduzida pelo próprio Dr. David Sosa Dias em parceria com o pesquisador Jean Natividade — escala publicada e indexada na SciELO, com boas propriedades psicométricas confirmadas. Em paralelo, validação por Castro Silveira e colaboradores (2022) reforça o uso clínico do instrumento no Brasil.
Para quem é este teste
Este teste é indicado para adultos (≥18 anos) que apresentam sintomas como: instabilidade emocional intensa e reativa a relacionamentos; relações afetivas turbulentas com alternância idealização-desvalorização; impulsividade em áreas potencialmente prejudiciais (gastos, sexo, substâncias, alimentação, direção); sentimentos crônicos de vazio; medo intenso de abandono; raiva difícil de controlar; ou comportamentos de automutilação. Pessoas que tiveram diagnóstico prévio de Borderline ou que receberam suspeita por outro profissional também podem usar para auto-avaliação estruturada.
Quando NÃO usar este teste
Este teste NÃO substitui avaliação psiquiátrica e NÃO é adequado para: menores de 18 anos (procurar psiquiatra infantil); pacientes em crise aguda com risco de suicídio (procurar emergência psiquiátrica ou CVV 188); diagnóstico diferencial com Transtorno Bipolar, TDAH adulto, TEPT complexo (exige avaliação clínica).
Como interpretar o resultado
O MSI-BPD pontua de 0 a 10. Pontuação ≥7 sugere rastreio positivo com alta consistência com traços borderline (sensibilidade 81%, especificidade 85%). Pontuação entre 0 e 6 sugere rastreio negativo, embora não exclua a possibilidade. O resultado deve ser interpretado em conjunto com história clínica detalhada, observando-se especialmente: duração dos sintomas (TPB exige padrão persistente desde adolescência/início da idade adulta); presença em múltiplos contextos da vida; e exclusão de causas substantivas alternativas (transtorno bipolar, depressão maior, transtorno por uso de substâncias).
Limitações importantes
(1) Rastreio NÃO É diagnóstico — diagnóstico de TPB exige avaliação psiquiátrica formal com critérios DSM-5-TR ou CID-11. (2) Falsos positivos podem ocorrer em quadros agudos de depressão ou após eventos traumáticos recentes. (3) Falsos negativos podem ocorrer em pacientes com mecanismos de defesa que minimizam sintomas. (4) Não diferencia TPB de outros transtornos da personalidade do cluster B (histriônica, narcisista, antissocial). (5) Não avalia gravidade nem necessidade urgente de tratamento.
Referências científicas
Zanarini MC, Vujanovic AA, Parachini EA, Boulanger JL, Frankenburg FR, Hennen J. A screening measure for BPD: the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder (MSI-BPD). J Pers Disord. 2003;17(6):568-573. · Sosa Dias D, Natividade JC. Brazilian adaptation of the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder (MSI-BPD). Trends in Psychiatry and Psychotherapy. 2024. DOI: 10.47626/2237-6089-2022-0486. Amostra: 1.702 adultos brasileiros. SciELO: scielo.br/j/trends/a/Rnb7HbKjFVPSbVVfXWzT8DC/. Na SciELO. · Castro Silveira E, et al. Validação brasileira do MSI-BPD para uso clínico e de pesquisa. 2022. · American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision (DSM-5-TR). 2022. · WHO. International Classification of Diseases, 11th Revision (ICD-11). 2022. · Gunderson JG. Handbook of Good Psychiatric Management for Borderline Personality Disorder. American Psychiatric Publishing. 2014.
Referências acadêmicas
- Zanarini MC et al. (2003) — MSI-BPD original. J Pers Disord 17(6):568-573
- Sosa Dias D, Natividade JC (2024) — Adaptação brasileira do MSI-BPD. Trends Psychiatry Psychother. DOI: 10.47626/2237-6089-2022-0486
- Sosa Dias D, Natividade JC (2024) — Full text PubMed Central
- DSM-5-TR (APA, 2022)
Como funciona
Para cada pergunta, responda considerando se isso descreve um padrão consistente seu ao longo da vida adulta (não apenas em um momento específico).
Para cada pergunta você marca uma das seguintes opções: Não (0 pontos), Sim (1 ponto).
Perguntas do teste
- Pergunta 1. Algum dos seus relacionamentos próximos foi conturbado, dramático e intenso — alternando entre adorar e odiar a mesma pessoa?
- Pergunta 2. Você fez esforços muito grandes para evitar sentir-se abandonado(a) ou rejeitado(a) — por exemplo, ligando ou enviando mensagens repetidamente, fazendo cenas ou ameaças?
- Pergunta 3. Você se sentiu seriamente sem identidade clara — sem saber bem quem você é, do que gosta, o que quer da vida?
- Pergunta 4. Você foi impulsivo(a) em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais (gastos descontrolados, sexo de risco, abuso de substâncias, dirigir imprudentemente, comer compulsivamente)?
- Pergunta 5. Você se cortou, queimou, bateu em si mesmo(a), ou fez outras formas de automutilação — ou tentou suicídio?
- Pergunta 6. Você teve oscilações extremas e rápidas de humor (por exemplo, de profunda depressão a profunda alegria em horas)?
- Pergunta 7. Você frequentemente se sentiu vazio(a) por dentro — como se faltasse algo essencial?
- Pergunta 8. Você frequentemente teve crises intensas de raiva, ou dificuldade de controlar a raiva — ou se envolveu em brigas físicas?
- Pergunta 9. Em momentos de muito estresse, você sentiu como se estivesse fora do próprio corpo, ou teve pensamentos paranóicos transitórios?
- Pergunta 10. Seus relacionamentos amorosos e íntimos foram, em geral, muito instáveis ao longo da vida adulta?
Como o resultado é interpretado
- 0-6 pontos — Rastreio negativo para transtorno borderline: A pontuação obtida não apresenta padrão consistente com Transtorno de Personalidade Borderline pelo critério MSI-BPD. Isso não exclui outros transtornos de personalidade — se há sofrimento persistente em relacionamentos, identidade ou regulação emocional, vale uma avaliação clínica especializada.
- 7-10 pontos — Rastreio positivo — alta consistência com traços borderline: A pontuação obtida apresenta padrão altamente consistente com traços de personalidade borderline. Isso NÃO é um diagnóstico — é um sinal de que vale fazer avaliação psiquiátrica especializada que considere diagnóstico diferencial (transtorno bipolar tipo II, TDAH com desregulação emocional, TEPT complexo) e indicação de psicoterapia estruturada baseada em evidência (DBT, GPM, Schema Therapy, MBT). O TPB é altamente tratável quando há acesso a tratamento especializado.
O que este teste NÃO faz
Este é um instrumento de rastreio educativo — não substitui consulta médica e não dá diagnóstico. Diagnóstico psiquiátrico exige avaliação clínica em consulta, revisão de histórico, exame e diagnóstico diferencial — só pode ser feito por médico psiquiatra. Use este resultado como ponto de partida para conversar com um profissional.
Avaliação clínica com Dr. David Sosa
O Dr. David Sosa Dias é psiquiatra com mais de 15 anos de experiência clínica em Botafogo, Rio de Janeiro (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051). Residência IPUB/UFRJ, formação Harvard Medical School (GPM for BPD) e ISST. Nota 5,0 com 400+ avaliações em Doctoralia e Google. Atendimento presencial no Instituto InMind ou por telemedicina para todo o Brasil. WhatsApp: +55 21 99587-8011.
Atendimento com Dr. David Sosa Dias
Médico psiquiatra com registro CRM-RJ 52.86494-3 e RQE 19051, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ e mais de 15 anos de experiência clínica. Atendimento presencial no Instituto InMind, Rua Real Grandeza 108, sala 108 — Botafogo, Rio de Janeiro — e por telemedicina para pacientes em todo o Brasil, conforme diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
Agendamento exclusivamente particular (sem convênios) pelo WhatsApp +55 21 99587-8011, de segunda a sexta, 09h às 19h. Cada caso recebe avaliação diagnóstica detalhada, plano terapêutico individualizado e acompanhamento longitudinal baseado em evidências.
Perguntas Frequentes
O teste online de borderline (MSI-BPD) é confiável?
O MSI-BPD (McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder) é um instrumento validado cientificamente por Mary Zanarini e colaboradores em 2003. A versão brasileira foi adaptada e validada pelo próprio Dr. David Sosa Dias em parceria com Jean Natividade — publicação indexada na SciELO. Validação independente também por Castro Silveira et al. (2022). Tem sensibilidade de 81% e especificidade de 85% para rastrear traços borderline em adultos. É um instrumento de RASTREIO — não de diagnóstico. Diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline exige avaliação psiquiátrica clínica.
Quem validou o MSI-BPD em português brasileiro?
A adaptação e validação do MSI-BPD para o português brasileiro foi conduzida pelo próprio Dr. David Sosa Dias em parceria com o pesquisador Jean Natividade — publicação indexada na SciELO. O estudo confirmou boas propriedades psicométricas para uso clínico e de pesquisa no Brasil. Em paralelo, Castro Silveira e colaboradores (2022) também publicaram validação independente, reforçando a robustez do instrumento.
Como saber se tenho borderline sem ir ao psiquiatra?
Você não pode diagnosticar Borderline sem avaliação médica — mas pode usar instrumentos de rastreio validados como o MSI-BPD para identificar se há traços que merecem investigação. O teste online não substitui a consulta, mas serve como ponto de partida estruturado para conversar com um psiquiatra.
Auto-teste de borderline é válido?
Auto-testes de rastreio são válidos como TRIAGEM educativa, não como diagnóstico. O MSI-BPD foi desenvolvido por Zanarini (Harvard, McLean Hospital) justamente para auto-relato. Pontuação alta sugere indicação para avaliação psiquiátrica formal.
Qual a diferença entre teste de borderline e teste de bipolar?
São condições clinicamente diferentes. Borderline (TPB) é transtorno de personalidade com instabilidade afetiva REATIVA a estímulos interpessoais e relações instáveis crônicas. Bipolar é transtorno do humor com episódios prolongados (semanas/meses) de mania/hipomania e depressão. Confusão diagnóstica é comum — avaliação psiquiátrica diferencia ambos.
O que é MSI-BPD?
MSI-BPD é a sigla de McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder, desenvolvido pela Dra. Mary Zanarini no McLean Hospital (Harvard Medical School) em 2003. É um questionário de 10 perguntas Sim/Não, baseadas nos critérios do DSM-5 para Transtorno de Personalidade Borderline. Pontuação alta funciona como sinal de alerta para buscar avaliação psiquiátrica. A versão em português brasileiro foi adaptada pelo próprio Dr. David Sosa e Jean Natividade.
Qual a pontuação que sugere borderline no MSI-BPD?
Pontuação de 7 ou mais (em 10) sugere rastreio positivo com alta probabilidade de traços borderline. Esse ponto de corte foi validado pela autora do instrumento com sensibilidade de 81% e especificidade de 85%. Pontuação entre 0 e 6 sugere rastreio negativo.
Borderline tem tratamento?
Sim. Borderline tem tratamento eficaz, especialmente com Psicoterapia (DBT, MBT, Schema Therapy, GPM for BPD validada por Harvard) e farmacoterapia adjuvante quando há comorbidade (depressão, ansiedade, instabilidade afetiva grave). Em casos resistentes com componente depressivo, EMTr/rTMS pode ser considerada. Veja a página de tratamento de Borderline.
Quanto tempo dura o teste?
Em média 3 minutos. São 10 perguntas Sim/Não diretas. Não há tempo limite — você pode pausar, reler e responder com calma.
O teste é anônimo?
Sim, totalmente anônimo. Suas respostas são armazenadas em servidores no Brasil (Supabase) para gerar seu resultado. Você só fornece contato (WhatsApp opcional) se quiser receber a interpretação personalizada do Dr. David Sosa. Veja a Política de Privacidade.
O teste serve para adolescentes?
O MSI-BPD foi validado para adultos (≥18 anos). Para adolescentes, há instrumentos específicos que devem ser aplicados por psiquiatra infantil. O Dr. David Sosa atende adolescentes a partir de 13 anos no Instituto InMind.
Posso receber o resultado no WhatsApp?
Sim. Ao final do teste, você pode optar (opt-in explícito) por receber a interpretação personalizada do Dr. David Sosa no seu WhatsApp em até 24h. Esse envio é único e específico para essa finalidade — você não receberá marketing recorrente.
Onde fazer avaliação clínica completa para borderline no Rio de Janeiro?
O Dr. David Sosa Dias atende no Instituto InMind, em Botafogo (Rua Real Grandeza 108, sala 108), Zona Sul do Rio de Janeiro. CRM-RJ 52.86494-3, RQE 19051. Tem formação em GPM for BPD pela Harvard Medical School. Atendimento presencial ou por telemedicina para todo o Brasil. WhatsApp +55 21 99587-8011.
Como saber se tenho borderline? Sinais principais
Os 9 critérios DSM-5-TR para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): (1) esforços frenéticos para evitar abandono real ou imaginado, (2) relacionamentos interpessoais instáveis com alternância entre idealização e desvalorização (splitting), (3) instabilidade da autoimagem, (4) impulsividade em áreas prejudiciais (gastos, sexo, uso de substância, direção, alimentação), (5) comportamentos, gestos ou ameaças suicidas recorrentes ou automutilação, (6) instabilidade afetiva marcada (mudanças de humor durando horas, raramente mais de alguns dias), (7) sentimento crônico de vazio, (8) raiva intensa e inapropriada ou dificuldade de controlá-la, (9) ideação paranoide transitória ou sintomas dissociativos graves em situações de estresse. Precisa 5 de 9 para diagnóstico. O MSI-BPD rastreia esses padrões em 10 perguntas rápidas.
Borderline em mulheres — é diferente?
TPB afeta cerca de 1,4% da população geral. Em ambientes clínicos, é mais frequentemente diagnosticado em mulheres (~75%) — mas estudos recentes mostram que homens são subdiagnosticados, muitas vezes recebendo diagnósticos alternativos como Transtorno de Personalidade Antissocial ou Transtorno por Uso de Substâncias. Em mulheres, os sintomas comumente incluem mais automutilação, ideação suicida e instabilidade afetiva; em homens, mais impulsividade agressiva, uso de substâncias e comportamentos antissociais. O MSI-BPD detecta traços em ambos os sexos.
Borderline vs Bipolar — qual a diferença?
Frequentemente confundidos: TPB (borderline) e TB (bipolar) têm sobreposição de instabilidade afetiva, mas com dinâmicas muito diferentes. TPB: mudanças de humor rápidas (horas), frequentemente reativas a eventos interpessoais (rejeição, conflito), sentimento crônico de vazio, autoimagem instável, comportamento impulsivo persistente. TB tipo I/II: episódios distintos de mania/hipomania (dias a semanas) alternando com depressão, com períodos de eutimia entre episódios, sem necessidade de gatilho interpessoal, humor mais autônomo. Diagnóstico diferencial é crítico porque tratamentos divergem — TPB responde a DBT/MBT/TCC-esquemas + tratamento farmacológico de sintomas; TB depende de estabilizadores de humor. Podem coexistir em ~20% dos casos.
Borderline tem cura? Tratamento eficaz
TPB tem tratamento eficaz e a maioria dos pacientes atinge remissão de sintomas após alguns anos de tratamento adequado (estudos longitudinais McLean: ~85% remissão em 10 anos). Não se fala em "cura" no sentido estrito, mas em recuperação funcional sustentável. Tratamentos de primeira linha (evidência A): DBT (Terapia Comportamental Dialética, Linehan), MBT (Mentalização, Bateman & Fonagy), TFP (Transferência-Focused, Kernberg), GPM (Good Psychiatric Management, McMain, Harvard), Terapia dos Esquemas (Young). Medicação: sem droga aprovada especificamente para TPB, usa-se sintomatologicamente (estabilizadores para instabilidade afetiva, ISRS para depressão/ansiedade, antipsicóticos atípicos em baixa dose para sintomas psicóticos transitórios).
MSI-BPD é validado em português?
Sim — o MSI-BPD foi validado em português brasileiro por Dr. David Sosa Dias (IPUB/UFRJ) e Jean Natividade em estudo publicado em 2024. Este é o único MSI-BPD com validação brasileira formal, com sensibilidade 74% e especificidade 74% para o corte ≥7. Referência: Sosa Dias D & Natividade JC. Cross-cultural adaptation and validation of the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder (MSI-BPD) in Brazilian Portuguese. Trends in Psychiatry and Psychotherapy 2024.
Personalidade borderline é a mesma coisa que borderline?
Sim — "personalidade borderline" e "borderline" são sinônimos coloquiais para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), também chamado no DSM-5-TR de Transtorno de Personalidade Borderline (código 6D10.5 no CID-11). O termo "borderline" (limítrofe, em inglês) foi cunhado nos anos 1930-40 para descrever pacientes que estavam entre neurose e psicose. Hoje é entendido como um transtorno de regulação emocional e interpessoal, não como "meio termo" entre outros quadros.